26 de jan. de 2026
O estado da maturidade tecnológica das empresas em 2025
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inteligência artificial
A chamada Era da Inteligência já chegou, impulsionada pela aceleração exponencial de tecnologias como inteligência artificial, automação, cloud computing e cibersegurança. No entanto, quando observamos os dados sobre maturidade tecnológica nas empresas, surge um contraste importante entre discurso e realidade.
Um estudo recente da KPMG Global Tech Report (2026) sobre maturidade tecnológica em 2025 revela que, apesar do alto nível de investimento e atenção estratégica, apenas uma pequena parcela das organizações conseguiu escalar plenamente suas iniciativas tecnológicas. A maioria ainda enfrenta desafios significativos para transformar estratégia em execução.
O que é maturidade tecnológica?
Maturidade tecnológica refere-se ao nível de adoção, integração e escala das tecnologias dentro de uma organização, considerando não apenas ferramentas, mas também processos, pessoas, governança e estratégia.
De forma geral, os níveis de maturidade analisados no estudo variam entre:
Tecnologias totalmente escaladas e em evolução contínua
Estratégias financiadas e em processo de escala
Estratégias financiadas, mas travadas na execução
Iniciativas ainda em fase de desenho ou pilotos
Ausência de foco ou ação concreta
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Apenas 11% das empresas atingiram maturidade total
Ao analisar a média geral das tecnologias avaliadas, o dado mais revelador é que somente 11% das organizações afirmam estar com suas tecnologias totalmente escaladas e em melhoria contínua.
Em contrapartida:
36% possuem estratégias financiadas e estão no caminho da escala
32% já garantiram recursos, mas enfrentam bloqueios na implementação
Esse cenário indica que o maior desafio não está na visão ou no investimento, mas na execução e na capacidade de escalar.
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Quais tecnologias estão mais maduras?
Cibersegurança lidera o ranking
Entre todas as categorias analisadas, a cibersegurança aparece como a tecnologia mais madura, com 18% das empresas operando em escala plena. Isso reflete a urgência regulatória, o aumento de ataques cibernéticos e o impacto direto que falhas de segurança podem gerar nos negócios.
IA e automação: muito potencial, pouca escala
Apesar de todo o hype em torno da inteligência artificial, os dados do estudo da KPMG mostram que apenas 10% das empresas conseguiram escalar IA e automação de forma consistente.
A maioria das organizações ainda se concentra em:
Projetos piloto
Provas de conceito
Iniciativas isoladas e pouco integradas ao negócio
Isso evidencia um problema recorrente: a adoção de IA sem um modelo claro de governança, dados maduros e alinhamento estratégico.
O verdadeiro gargalo: da estratégia à execução
O dado mais relevante do estudo talvez seja este: a maioria das empresas não falha por falta de estratégia, mas por incapacidade de escalar.
Os principais bloqueios incluem:
Déficit de talentos especializados
Infraestrutura de dados imatura
Processos legados pouco flexíveis
Falta de integração entre áreas de negócio e tecnologia
Na prática, muitas organizações estão presas no limbo da inovação: investem, testam, pilotam, mas não transformam.
O que as lideranças precisam aprender com esses dados
Para avançar na maturidade tecnológica, empresas precisam ir além da adoção de ferramentas. Isso envolve:
Tratar tecnologia como estratégia de negócio, não como suporte
Investir em dados, cultura e governança, não apenas em software
Priorizar escala e impacto real, em vez de múltiplos pilotos
Na Era da Inteligência, não vencerá quem adotar mais tecnologias, mas quem conseguir integrá-las, escalá-las e extrair valor real.
O retrato da maturidade tecnológica em 2025 mostra um mercado em transição: ambicioso, bem financiado, mas ainda travado na execução. A próxima vantagem competitiva não estará em testar o novo — e sim em fazer o novo funcionar em escala.





